sábado, 9 de fevereiro de 2013
Vídeo que explica sobre o método Biolístico, uma das técnicas usadas para a inserção de genes em um DNA....
http://www.youtube.com/watch?v=oIpnGbYyT_Q
Existem quatro ondas de transgênicos.....
“Existem quatro
ondas de transgênicos: a primeira corresponde ao período que começou no final
da década de 1980 tendo como propósito desenvolver plantas com tolerância a
herbicidas ou com resistência a insetos, entre elas o milho Bt e a soja RR. Na
segunda onda existe um aumento na qualidade nutricional das plantas, como o
"golden rice", arroz enriquecido com vitamina A. Já na
terceira onda as plantas foram desenvolvidas a fim de imunizar contra doenças e
patógenos através da alimentação, com o objetivo de substituir as vacinas
utilizadas atualmente. A quarta onda é a chamada de biofábricas. Ao invés de
utilizarem bactérias e outros microrganismos para produzir substâncias
inseridas em medicamentos, as indústrias farmacêuticas desenvolvem estas
substâncias dentro das plantas como milho, tabaco, batata. Quando desenvolvidas
em plantas, estas substâncias produzidas podem ser extraídas em grande
quantidade e de uma forma muito mais barata se comparado ao processo de
extração utilizando microrganismos.” (Marin 2009)
Um pouquinho sobre as técnicas,,,
Diferente do método usado por Mendel, onde o melhoramento tem interferência
humana, mas ocorre de forma natural de maneira com que os genes desejáveis e os
indesejáveis sejam transferidos, os métodos para criar um OGM têm interferência
direta da biotecnologia, o qual se dá devido ao conhecimento genômico dos
organismos vivos, permitindo a recombinação de genes exógenos e somente os
genes desejáveis, do vetor genético, em moléculas de DNA, o que permite também
um organismo produzir substâncias e proteínas que em sua maneira natural não seriam
produzidas ou expressadas. Conhecido como técnica do DNA recombinante.
O processo inicia com a identificação do gene de interesse, obtenção de
fragmentos de DNA clivando com endonucleases de restrição (as enzimas clivam o
ácido nucléico de fita dupla em pontos específicos, clivando as ligações
fosfodiéster), fragmentação mecânica e síntese química são utilizadas em casos
em que não é possível o uso das enzimas de restrição, síntese enzimática da
cDNA fita dupla (realizada pela enzima transcriptase
reversa), PCR ( técnica em reação em cadeia da polimerase, amplificando uma
sequência específica da molécula), todo
esse processo é realizado para a obtenção do gene de interesse. Após obter esse
gene começa o processo de introdução ou ligação ao plasmídeo vetor,
transferência para a célula do organismo, iniciando com a adição de
poli-nucleotídeos, ligação de extremidades adesivas ou coesivas (clivadas por
enzimas de restrição em pontos específicos para que as extremidades das cadeias
simples possam se ligar com suas bases complementares), ligação de extremidades
abruptas ou cegas (cadeias simples cujas extremidades foram clivadas em
qualquer ponto sem que suas bases pudessem recombinar com as bases de outras
cadeias simples), adição de adaptadores (DNA ligase, extremidades abruptas ou
cegas). O próximo passo é introduzir esse DNA recombinante no organismo de
interesse, transformação com DNA recombinante plasmidial para dar início à
clonagem desses rDNA’s nas células hospedeiras.(Venerando,R .2009)
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Liberação comercial
Segue link com todas as aprovações comerciais realizadas pela CTNBio, http://www.ctnbio.gov.br/index.php/content/view/12786.html .
É importante se ter as informações disponíveis no site da CTNBio, pois, com elas, é possível o esclarecimento de muitas dúvidas que ainda afligem a maior parte da população.
É importante se ter as informações disponíveis no site da CTNBio, pois, com elas, é possível o esclarecimento de muitas dúvidas que ainda afligem a maior parte da população.
COMPOSIÇÃO DA CTNBio; MEMBROS DA CTNBio
Para conhecer os integrantes da CTNBio, os profissionais responsáveis pela liberação, e todas as responsabilidades nela envolvidas, acesse o linck: http://www.ctnbio.gov.br/index.php/content/view/2251.html e navegue através da página da CTNBio.
O que é a CTNBio?
A CTNBio é uma instância colegiada multidisciplinar, criada através da lei nº 11.105, de 24 de março de 2005, cuja finalidade é prestar apoio técnico consultivo e assessoramento ao Governo Federal na formulação, atualização e implementação da Política Nacional de Biossegurança relativa a OGM, bem como no estabelecimento de normas técnicas de segurança e pareceres técnicos referentes à proteção da saúde humana, dos organismos vivos e do meio ambiente, para atividades que envolvam a construção, experimentação, cultivo, manipulação, transporte, comercialização, consumo, armazenamento, liberação e descarte de OGM e derivados.
O endereço eletrônico da CTNBio : http://www.ctnbio.gov.br/
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Organismos geneticamente modificados também atuam na luta contra o câncer... Vejam a matéria da Veja Abril:
Células geneticamente modificadas
Linfócitos T, células do sistema imunológico, foram geneticamente modificados por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, para atacar tumores de pacientes com leucemia.
O tratamento foi testado em doze pacientes com câncer em estágios avançados, sendo dez adultos com leucemia linfoide crônica, que costuma aparecer em pessoas com mais de 55 anos, e duas crianças com leucemia linfoide aguda, o tipo mais comum em crianças. Dentre eles, nove participantes responderam positivamente ao tratamento com linfócitos T.
Dois dos três primeiros pacientes a receberem esse tratamento com células modificadas ainda apresentam a doença em estado de remissão (quando o câncer desaparece por um tempo depois do tratamento), depois de mais de dois anos. Para Carl June, um dos pesquisadores do grupo, é possível que no futuro essa técnica reduza ou até substitua a necessidade de transplantes de medula óssea.
As células geneticamente modificadas têm como objetivo atacar células que expressam uma proteína denominada CD19, o que inclui as células tumorais de ambos os tipo de leucemia estudados, além dos linfócitos B, responsáveis pela produção de anticorpos. Os linfócitos T também são capazes de se multiplicar, constituindo um verdadeiro “exército”, até que todas as células tumorais sejam destruídas.
Como esse tratamento provoca a destruição dos linfócitos B normais, que são importantes no combate a infecções, os pacientes estão recebendo tratamento com imunoglobulina, de forma a prevenir o aparecimento de infecções.
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